quarta-feira, 20 de maio de 2015

Aquele que não tem medo, que atire a primeira pedra!


        O medo é um estado mental e psicológico de progressiva insegurança e angústia, de impotência e invalidez crescentes, trazendo consigo a impressão iminente de que sucederá algo que queríamos evitar e que progressivamente nos consideramos menos capazes de fazer algo para contê-lo. Medo de dirigir, medo de morrer, medo de barata, medo de assombração, medo de envelhecer, etc. São tantos, que seria impossível fornecer a lista completa. Inusitados, declarados ou ocultos, o certo é que, variando o grau, pouco ou muito, pode chegar até a paralisar a pessoa que o sente.

     Universal entre os animais ditos superiores e entre os homens, o medo pode ser passageiro ou tornar-se patológico. Segundo os estudiosos do assunto, de acordo com o seu grau de extensão e imensidão, ele pode ir da Prudência, à Cautela, passar pelo Alarme, provocar Ansiedade, Pânico (medo intenso) e até Terror (medo intensíssimo).

      Como toda emoção, o medo pode provocar efeitos contrastados conforme a pessoa e as circunstâncias que o geram, e até reações alteradas e alternadas em uma mesma pessoa. A Psicologia nomeia fobia como o medo intenso e desproporcional de determinados objetos. O medo de barata, de fantasma, de gatos, por exemplo, são considerados  fobias simples; o medo de multidões e de aglomerações é denominado de agorafobia; o indivíduo quando tem medo de expor-se em público, tem fobia social; pessoas que têm medo de elevadores e espaços fechados sofrem de claustrofobia. Já as crises de ansiedade e medo intenso de morrer, acompanhadas de sintomas físicos como sudorese intensa, taquicardia, falta de ar – necessitando ser tratadas muitas vezes com fármacos, são chamadas de crises de Pânico. 


     O medo e as fobias podem comprometer muitas vezes a capacidade de independência e autonomia de quem vivencia este estado. Sem querer fazer apologia ou propaganda de qualquer terapia psicológica – e já fazendo - para curar-se ou conseguir ao menos controlar o medo,  a melhor alternativa para o equilíbrio da saúde física e mental passa por alguma delas, necessariamente. Existem os tratamentos alternativos e até mesmo os espirituais que tem dado conta de muitos casos. É claro que não devemos confundir e julgar qualquer medinho como patológico, mas devemos nos cuidar com relação a este estado. Observação é a chave, especialmente no que tange às crianças, aos jovens adolescentes e velhinhos. Pensem nisso. Namastê!

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